A novidade hoje é que meu querido amigo Adeh Oliveira, agora está disponibilizando um site de compras pela internet ! A loja conta com uma coleção incrível e está sempre antenada às exigências do seu público, homens bonitos, modernos que não abrem mão de estarem sempre na moda , porém com todo o conforto ! Sem contar que o preço em comparação a outras marcas e estilistas é bem mais em conta! Então não perca tempo ! Precisando dar uma repaginada no visual, acesse agora : Adeh oliveira e encha seu carrinho ! Ahhh ! o site também conta com um blog excelente com várias dicas de looks para o seu di-a-dia !
Uma excelente quinta queridos! Músiquinha ótima que anda bombando nas pistas !
Primeiro post de 2012 ! Caramba ! Meu cantinho está tão descuidado, peço desculpas aos leitores ! Mas estou voltando, pensando em dar uma editada no layout, estar sempre com alguma novidade ! O que posso dizer por hora é que 2012 tem sido um ano mágico na minha vida, pois deus me presenteou com uma pessoa incrível que tem renovado a cada dia meus motivos de viver, vencer e ser muito feliz !
Por hoje quero deixar 2 sets incríveis pra vocês curtirem, seja em casa ou na academia, whatever !
Há alguns anos atrás eu tinha um sonho ! Meio lúdico e colorido, mas era um sonho juvenil de um garoto que estava conhecendo um novo mundo...um mundo onde os homens podiam amar homens e serem felizes assim ! Contudo, fui observando e percebendo que nem sempre os homens são românticos (hoje em dia, aliás, pouquíssimos!) e na maioria das vezes eram mais carnais e momentâneos......
Sim...também sou homem, sou carnal e não tenho vocação pra santo, mas naquele tempo não sei se pelo excesso de filmes holliwoodianos com finais felizes, eu AINDA acreditava que homens podiam ser monogâmicos, que podiam fazer uma história juntos, não eterna, mas uma história bonita !
Tive oportunidade de dizer : "eu te amo" por 2 anos da minha vida, e nesses 2 anos eu acreditei que esse sonho se realizaria, e que eu teria uma história belíssima de um grande amor pra contar, recordar...enfim ! Nada é para sempre, e aquele amor também não foi.....não foi o grande amor que eu esperava , mas foi o sentimento mais bonito e puro que senti até os dias de hoje por alguém.....
O sonho? Ainda o tenho...um pouco menos colorido, talvez até meio acinzentado e recoberto de realidades, mas ele está lá, guardado em algum lugar.....O que fez ele perder a cor? As pessoas que passaram por mim depois disso ! Infelizmente, estamos vivendo tempos em que se alguém que você ficou, beijou ou transou se lembrar seu nome após isso, sinta-se lisongeado! Não tenho idade e nem paciência para caras mal resolvidos com suas vidas, e talvez eu esteja errado (gostaria muito que sim!), mas a maioria dos homens bem resolvidos da minha idade que estão solteiros, já não querem mais abrir mão de nada em suas vidas por ninguém, e nem dão oportunidade para alguém se mostrar merecedor disso ! Talvez por já terem se machucado muito, talvez pelo excesso de frustrações, ou simplesmente por nunca terem conhecido alguém que lhes oferecesse algo mais que uma noite de sexo, o fato é que : Hoje eu vejo caras lindos, cada dia mais malhados, bem vestidos, financeiramente estáveis e vencedores, bem resolvidos com sua sexualidade, mas que só pensam em drogas, pegação, suruba, festa, afters....etc..etc....
Como eu disse antes, não sou santo, me cuido pra caralho, malho muito, adoro balada, adoro sexo mas minha vida e o que eu planejo pra ela, não está em função dessas coisas !
Eu entendo que algumas pessoas demorem muito para dar o grito de liberdade em suas vidas, e que após isso muitas delas acham que têm o direito de "recuperar o tempo perdido" e resolvem viver ao pé da letra "la vida loka"! Mas o que têm me deixado cético em relação ao amor e aos relacionamentos é que muitos, muitos mesmos não conseguem abandonar "la vida loka" e o que era uma fase se torna hábito e hábitos são como vícios,.... não se deixam do dia para noite.
Essa semana algum criativo que não sei quem foi, postou uma frase no Facebook que virou febre e confesso que tenho vivido ela também na minha vida !
"Não estou solteiro ! Estou em carreira solo, com algumas participações especiais"
No meu caso, cada dias mais especiais e os critérios de seleção mais e mais refinados, afinal de contas, não tenho a pretensão de ser o melhor partido do mundo, do brasil ou da boate ! Mas tenho valores, tenho história (pequena, mas me orgulho dela), um emprego digno, tenho pessoas que me amam, tenho amigos especiais e uma vida recheada de planos e metas....Tenho fé que a qualquer momento uma dessas "participações especiais" se torne o "ator principal" na minha vida !
Obrigado pela paciência se você chegou ao final desse texto, um brinde aos sonhos e que eles nunca percam a cor e o viço na vida de vocês......
Esse vídeo traduz um pouco desse sonho colorido de amor e aceitação que não só eu mas muitos de nós buscamos...espero que gostem, e além dele deixo 2 sets maravilhosos que escolhi a dedo para meus leitores ! espero que curtam ! Um forte abraço do pimenta !
Não há nada melhor do que expressar as tuas emoções através do teu trabalho, através de música!
3.0 foi feito numa fase de mudanças na minha vida.
Nele, há canções que falam de amor, decepções, superação, alegria e libertação!
Espero que curtam este novo set que foi feito com todo carinho para as
pessoas que curtem meu trabalho e que estão me dando tanta força nesta
nova fase da minha vida!
Beijo em cada um de vocês!
E o que é a “chuca”, afinal? Para quem não sabe, ela também é conhecida como enema ou clister. Trata-se de uma lavagem da porção final do intestino, a fim de facilitar a eliminação de fezes. É feita com a aplicação de água morna dentro do ânus, através de um tubo ou um aplicador de borracha (o clister, encontrado em qualquer farmácia). Depois, evacua-se o conteúdo no vaso. A chuca também é usada como uma medida higiência, a fim de evitar o “cheque”, vestígios desagradáveis de fezes que podem aparecer, sem convite, durante o sexo anal. Muitos usam a mangueirinha do chuveiro, e há até quem tenha fetiche na prática, o que recebe o nome de clismafilia.
Das areias do Egito
Essa história de enemas e laxantes vem de longe. Para os antigos egípcios, as fezes estavam associadas a doenças e à morte, e receitas de enemas aparecem em papiros de mais de 3.500 anos atrás. O hábito da chuca cruzou o Mediterrâneo rumo à Grécia e, no encalço de Alexandre, o Grande, espalhou-se pelo mundo. É conhecido o uso de enemas desde a Índia e a China antigas até os índios nativos das Américas. A chuca praticamente alcançou toda a civilização sem se abalar, até o início do século passado. A partir de então, a medicina se modernizou, e, por meio de comprimidos e outros tratamentos que privilegiavam a via oral, relegou o ânus ao ostracismo e ao preconceito. Atualmente, a “chuca médica” se restringe a algumas aplicações no diagnóstico de problemas do cólon e algumas práticas naturalistas. Sua larga utilização (sem trocadilhos) ficou a cargo dos que fazem prática do sexo anal, que mantêm a tradição milenar.
Faz mal?
Hoje, porém, muitos pensam que a chuca faz mal. A resposta é: depende. Depende da chuca, da quantidade de líquido, do tempo de retenção da água, da frequência… E até do médico procurado! Hoje falecido, o condecorado gastrocirurgião Dr. Ricardo Góes, da Unicamp, defendia que a utilização de enemas devia se restringir a aplicações médicas específicas – como no uso de soluções químicas de contraste para ressaltar o colón durante um raio X, por exemplo. Outros usos sem acompanhamento médico e, principalmente, com outros ingredientes que não água seriam inadmissíveis. Já para o infectologista Dr. Ricardo Tapajós, é justamente a água o problema. Segundo ele, além de retirar o muco protetor, a água pode causar microlesões internas. Bom é não fazer nada, mas, se a pessoa achar imprescindível, a lavagem, quando indicada, pode ser feita com produtos próprios, disponíveis em farmácias. Já o Dr. Ivan Jorge Ribeiro, responsável pelo surgimento do Centro Médico Hiperbárico de São Paulo, vê a chuca de maneira mais inofensiva. “O principal problema é na utilização da água clorada, que destrói a flora intestinal, mas a utilização de água doméstica para uma limpeza usual [...] não acarreta problemas”. Para Ribeiro, o ideal mesmo seria fazer a chuca com água e uma pitada de sal ou com uma solução de soro caseiro, pois o sal ajuda a puxar mais água das paredes do intestino, hidratando o reto e facilitando a limpeza dos poros (!).
Sem excessos
Quanto à frequência e quantidade, vale o ditado: tudo que é demais faz mal. “Não é recomendado usar muita água de uma só vez”, alerta o Dr. Ribeiro. “Algumas pessoas [...] deixam a água entrar até sentir dor, para, então, evacuar, mas muita água pode romper o intestino. A dor já é indicativo desse rompimento [...]. O ideal é utilizar entre meio e um litro de água apenas”. A água em excesso também pode causar dificuldade em reter as fezes ou o contrário: o intestino pode se acostumar com a chuca, ficar “preguiçoso”, e a pessoa não consegue mais evacuar normalmente. Pelos mesmos motivos, a chuca diária também não é recomendada. Uma alta frequência também pode perturbar a flora intestinal, resultando em diarreia e infecções, ou causar alteração na concentração de substâncias que conduzem corrente elétrica no corpo. É o desbalanço eletrolítico, que pode até causar a morte. Alguns sintomas dessa “overdose de chuca” são tonturas, suor e vômitos. Se isso começar a lhe acontecer sem motivo aparente, procure um médico.
Chucas gourmet
Curiosamente, muitos médicos que trabalham com medicina natural utilizam enemas com propósitos terapêuticos ainda hoje. São as “chucas chiques”, de água com ervas, leite, mel e outros ingredientes. Até café! O Dr. Góes, da Unicamp, defendia que esses tratamentos naturais carecem de comprovação científica e deviam ser considerados por conta e risco do profissional e do paciente. Mortes relacionadas a enemas já foram registradas. No Texas (EUA), em 2005, uma mulher de 42 anos foi presa após fazer uma chuca de conhaque (!) no marido – e matá-lo. Em resumo: chuca che te fa bene! Mas não se empolgue demais…
Bom dia pessoal ! Vim apenas desejar um final de semana maravilhoso a todos vocês, e estava pensando nessa coisa do DIA DO HOMEM, e vi que nós homens gays assumidos e bem resolvidos merecemos parabéns duplo nesta data, pois não é fácil enfrentar de peito aberto uma sociedade hipócrita como a nossa e ainda sermos respeitados e admirados em nossos lares, trabalhos e amigos! Tem de ser MACHO PRA CARALHO !
E hoje deixo pra vocês dois sets incríveis de dois profissionais que, para mim, estão entre os melhores do Brasil ! Sou fã dos dois e não perco o som deles por nada ! Excelente pra levar pra academia e dar aquela turbinada no treino ! Dj MAURO MOZART e Dj ROMULLO AZARO !
Ela prolonga a saciedade e, daí, facilita o emagrecimento. Por outro lado, se consumida em excesso, pode elevar o risco de tumores e doenças cardiovasculares. Por isso, vale questionar até que ponto aumentar a porção??
Imagine um time de futebol em que todos os jogadores são atacantes — sem goleiro, zagueiros ou meio-campistas. Seria um caos, não? A equipe inteira estaria focada em marcar gol, mas não haveria ninguém para defender e criar jogadas. Agora, transponha essa situação para o nosso organismo, que precisa de vários nutrientes para obter energia, reparar tecidos e se proteger de invasores. Sem substâncias com diversos papéis, também ficamos alvos de desfalques, que, nesse caso, significam ceder espaço a distúrbios. Não é por menos que os especialistas repetem o velho mantra de equilibrar a dieta e colocar na balança as vantagens e as desvantagens de aumentar o consumo de um nutriente específico. A bola da vez, há algum tempo, é a proteína.
Duas pesquisas esquentam a discussão sobre incrementar ou não a oferta proteica ao cardápio. O primeiro, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, aponta o lado positivo dessa estratégia: a proteína, de fato, aumenta a saciedade e evita ataques à geladeira à noite. "A digestão desse nutriente é mais difícil e lenta. Então, ele passa mais tempo no estômago", diz a nutricionista Marina Romanini, da Universidade Federal de São Paulo.
No entanto, o nutriente não escapa de acusações. Outro trabalho, este da Universidade de Aberdeen, na Escócia, sugere que os fãs de menus hiperproteicos correm maior risco de câncer no intestino. É que os mais fanáticos pelo ingrediente muitas vezes deixam de lado carboidratos e vegetais. "Aí a dieta se torna mais rica em gordura e fornece menos vitaminas e minerais, abrindo espaço para diversas doenças", concorda a nutricionista Rosana Maria Cardoso, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.
Será que vale a pena, então, enfrentar esse risco com o intuito de emagrecer? Segundo os especialistas ouvidos por SAÚDE, a resposta é não. Para eles, a recomendação de ingestão diária preconizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já contempla a dose saudável e segura. "O ideal é consumir entre 0,8 e 1,2 grama de proteína por quilo de peso corporal todo dia", orienta a nutricionista Paula de Oliveira, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Uma pessoa de 60 quilos, por exemplo, deve comer cerca de 60 gramas por dia — e, pelas páginas desta reportagem, você terá bons exemplos de como suprir essa cota.
O QUE REALMENTE DIMINUI A VONTADE DE COMER
Há anos a proteína carrega a fama de ser um nutriente pró-emagrecimento. E o trabalho americano reforça esse status. "Na absorção das proteínas, ocorre um aumento no gasto de energia corporal, maior do que o provocado por carboidratos e gorduras", afirma Paula. Se o organismo trabalha a mais, também torra calorias. O segredo da dieta hiperproteica, contudo, está ligado à redução dos carboidratos, o que propicia uma queima dos estoques de gordura. "Sem o excesso deles, essas reservas são destruídas", diz a nutricionista Livia Yokomizo, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. "Além disso, a queima libera substâncias que atuam no sistema nervoso, aumentando a saciedade."
Apesar dessa vocação para promover sensação de barriga cheia, a dieta farta em proteína está saindo de moda. "Saciedade por saciedade, é preferível recorrer às fibras", dispara Marina. Essas substâncias fornecidas por frutas, verduras, legumes e cereais integrais também passam devagarinho pelo estômago e, mais do que isso, estabilizam o funcionamento do intestino, facilitando a tarefa de enxugar as medidas.
Os experts em nutrição acreditam que não é preciso exagerar em um único nutriente (proteína ou qualquer outro) para emagrecer — em curto prazo, isso pode até dar certo, mas cobra um preço e tanto da saúde. "A dieta rica em proteína se torna monótona e gordurosa, já que as pessoas apostam nas fontes animais, como a carne vermelha" (e é aí que entram as maravilhosas WHEY PROTEINS, rs), exemplifica a nutricionista Mariana Exel, do Hospital Samaritano de São Paulo. "Com o passar do tempo, há uma maior probabilidade de doenças cardiovasculares, propiciadas pelo acúmulo de gordura nos vasos." Os rins também podem sofrer. "As proteínas são ricas em nitrogênio, composto que precisa ser eliminado pelos rins, que acabam sobrecarregados", justifica Marina.
Voltando ao risco de tumores, é bom esclarecer que a questão ainda é polêmica. "Não há provas de que o consumo maior de proteína em si aumente a ameaça. Mas existem evidências de que a ingestão excessiva de algumas de suas fontes — como carnes vermelhas e embutidos — contribui, sim, para a doença", diz Livia. "O que incrementa a possibilidade de o problema dar as caras é o desbalanceamento da dieta, com falta de carboidratos e fibras", enfatiza a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.
QUANTA PROTEÍNA PÔR NO PRATO. E COMO COLOCÁ-LA?
Já deu para entender que abusar nunca é solução. Por outro lado, tampouco é proveitoso restringi-la na dieta. Sem proteína, a construção dos músculos, por exemplo, fica debilitada. Aliás, indivíduos acima de 60 anos precisam estar atentos à ingestão proteica. "Como eles perdem facilmente massa magra, devem consumir fontes do nutriente de melhor qualidade, e não necessariamente elevar a quantidade delas", diz a nutricionista Cristiane Castellar, do Hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro.
Outra medida para qualquer idade é não investir só nos redutos gordos do ingrediente, caso da carne vermelha. Peixes, frango, queijos magros e leite desnatado também oferecem proteína, mas sem gordura de sobra. Entre os vegetais — sim, eles têm sua porção proteica —, aposte na soja e na dupla arroz e feijão. Leguminosas como a ervilha e a lentilha, além de castanhas e nozes, complementam as opções. "As fontes vegetais, combinadas, possuem valor nutricional equivalente ao da proteína animal, ainda considerada a melhor de todas", afirma Paula. Não há desculpas para errar na dose. Basta diversificar.
Para quem sua a camisa
Quem pratica atividade física não precisa consumir quantidades muito maiores de proteína do que os sedentários — a menos que o indivíduo seja um verdadeiro atleta de resistência ou de força. Só nesses casos se deve consumir entre 1,2 e 1,8 grama do nutriente por quilo de peso. Afinal, a proteína é essencial para fornecer energia durante o esforço extra e garantir a reconstrução do tecido muscular.
15 g - É a quantidade de proteínas do café e do lanche da manhã para quem pesa 60 quilos. Aposte, por exemplo, em torradas com requeijão, iogurte e castanhas
35 g - O almoço é a hora de rechear o prato com o nutriente, que também deve entrar no lanche da tarde. Arroz com feijão, peixe, brócolis cozidos e salada verde compõem um bom pedido
10 g - À noite, falta pouco para alcançar a recomendação de ingestão diária do nutriente. Quer uma sugestão? Vá de sopa de ervilha com torradinhas.
por LÚCIA NASCIMENTO (Revista SAÚDE)
Ou seja queridos, tudo é preciso meio terno, pode se jogar nas próteínas pra conseguir aquele corpão lindo, mas não se esqueçam de frutas e verduras e carboidratos de boa qualidade ! Pra encerrar deixo a vocês o novo set do meu irmãozinho Dj LEANH ! Espero que curtam ! Forte abraço
Confesse: quantas vezes você já atribuiu suas responsabilidades aos outros para se livrar da culpa e da angústia que elas trazem? Descubra por que assumir de vez seus atos e escolhas pode ser libertador!
Peguei a bicicleta naquela tarde para dar uma volta na área de lazer do prédio, já que ainda não tinha permissão para explorar as ruas que circundavam nosso condomínio. Assim que desci, vi perto da quadra os garotos mais velhos com suas bikes exibindo as habilidades que eles, com mais idade que eu, já tinham: empinavam, davam cavalinhos de pau, guiavam sem as mãos. Vendo meu olhar de curiosidade e fascínio, me chamaram para integrar o grupo. Não sei se porque era normal para eles ou se era mesmo para me desafiar, eles se puseram a fazer umas manobras bem difíceis, como pedalar entre os carros estacionados. Para não ficar para trás, fui eu passar nas vagas com minha magrela quando me desequilibrei e caí em cima de um Monza bege que estava à direita. O guidão fez um risco profundo na lataria do capô. Levantei rápido, quis disfarçar. Mas é claro que eles viram. “Ferrou”, gritou um deles, que se pôs a pedalar. O resto também fugiu. Tratei de pegar rápido a bicicleta, sair de fininho e voltar logo para casa.
Mal tinha entrado no meu quarto, a campainha tocou. Ouvi uma voz nervosa e alta de um homem na sala. Dois xingamentos me bastaram para cair na real: era o dono do carro! Meu coração acelerou, gelei o corpo inteiro e sentei do lado da cama, calado e imóvel para não levantar suspeitas de que eu estava lá. Ele esbravejou, xingou, mas minha mãe me defendeu. Ela mal conseguiu, é verdade, mas quando ouvi ela tomando meu partido, dizendo que éramos crianças e que ele não tinha provas de que tinha sido eu mesmo, senti uma calma profunda, uma sensação de que meu quarto tinha ficado maior de repente e nada podia me alcançar. Minha mãe não sabia que tinha sido eu, mas ao enfrentar o homem possuído de raiva tinha tirado de mim uma responsabilidade que eu não conseguiria assumir. Imagina se eu mesmo tivesse que ir à sala, olhar para cima e falar para o dono do veículo: “Fui eu mesmo, por quê? Vai encarar?” Nem que eu tivesse superpoderes!
Lembro-me dessa história toda vez que sou pego pelas responsabilidades da vida adulta – e tenho pensado nisso cada vez mais, já que estou sendo irremediavelmente atraído para a faixa etária dos 30 anos. Ficar adulto é isso, afinal: sermos responsáveis pelas decisões que tomamos, pelas escolhas que fazemos e pelos atos que praticamos. É quase como largar o casulo, deixar de lado a ingenuidade infantil e a inconsequência juvenil para tomarmos, de uma vez por todas, as rédeas da nossa vida.
Claro que seria mais fácil ter alguém para ir lá na sala assumir por nós as responsabilidades que deveriam ser nossas. Mas não dá para passar a vida toda transferindo nossas responsabilidades aos outros. Assumir nossos atos, medos e tropeços pode nos transformar em pessoas melhores. Se você estiver mesmo disposto a admitir os seus, é hora de virar a página e descobrir por quê.
As relações afetivas são as mais propensas a atribuição de culpas; o fracasso é sempre do outro, costumamos pensar!
Infância perpétua
Em seu texto no qual descrevia o preceito do Iluminismo, o filósofo alemão Immanuel Kant dizia que o movimento baseado na razão e no conhecimento era a saída do homem de sua menoridade, pela qual ele próprio é responsável. Menoridade, nesse sentido, estava relacionada à incapacidade do homem de se servir do seu entendimento sem a direção de outra pessoa. Kant defendia que o homem, na maioria das vezes, está em estado de infância, mas que esse estado não é absoluto, nem uma imposição. Muitas vezes as pessoas se colocam nesse estado porque não são capazes ou não querem dirigir a si mesmas – preferindo que outros definam sua direção. “Se eu tenho um livro que me faz as vezes de entendimento e se tenho um médico que decide por mim sobre meu regime, não preciso me preocupar”, escreveu o filósofo, para explicar esse comportamento transferidor de responsabilidade a que nós nos submetemos vez por outra.
Porque é mesmo comum atribuirmos uma ou outra culpa a outras pessoas ou até a situações. “Cheguei atrasado porque o trânsito estava caótico”; “Terminamos o casamento porque ele era muito egoísta”; “Não consigo trabalho porque o mercado está muito concorrido”; “Sou assim porque meus pais me educaram desse jeito.” E assim vamos vivendo, isentando-nos aqui e ali das nossas responsabilidades de sair mais cedo de casa, de batalhar para uma relação mais equilibrada, de fazer aperfeiçoamentos para melhorar a carreira, de escolher outros caminhos além daqueles que nos foram designados. Transferir nossas responsabilidades é um comportamento normal e aceitável, que todo mundo invariavelmente comete. Trata-se de uma tendência de autopreservação, um mecanismo de defesa a que nossa mente recorre quando a carga fica pesada demais. É quando projetamos a culpa no outro, isentando-nos e incriminando alguém. “Na medida em que projetamos sobre uma ou mais pessoas nossos impulsos inconscientes desejados ou indesejados, diminuímos nossa ansiedade, nossa angústia”, explica a psicóloga Vera Chvatal, do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Unicamp.
Troca de acusações
Frank e April Wheeler formam um casal jovem que se muda para um subúrbio em Connecticut em busca de uma vida cheia de possibilidades. Com dois filhos antes do planejado, April se dedica à vida doméstica, enquanto amarga uma malsucedida carreira de atriz amadora. Para sustentar a família, Frank trabalha em um emprego burocrático, o qual não suporta. Mas eles passam os dias na casa da rua da Revolução à espera de uma mudança, tolerando os vizinhos desinteressantes e a rotina ordinária de um subúrbio. A chance de mudança vem quando April sugere a Frank que se mudem para Paris, cidade na qual ele já esteve e vislumbra voltar para encontrar sua felicidade, sua aptidão artística e a razão de viver. Eles fazem planos, dividem a notícia com o único casal de amigos e contam os dias para a partida. Mas uma proposta de trabalho e uma gravidez não planejada (indesejada?) mudam os planos dos Wheeler. Pior que a impossibilidade da viagem, os acontecimentos trazem a constatação de que eles se tornaram tão pueris como seus vizinhos, com a mesma vida medíocre que eles difamavam.
A partir desse enredo, o escritor americano Richard Yates conta a história das frustrações que alicerçam o casamento de seus personagens no livro Foi Apenas um Sonho (levado também para o cinema). A impossibilidade de mudar de vida se transforma em um fogo cruzado de acusações entre Frank e April, um transferindo ao outro a culpa de sua infelicidade. A certa altura do romance, o casal, já em crise, recebe os vizinhos e seu filho recém saído de um manicômio para o jantar. Ao contarem sobre as mudanças de planos, ele se vira para Frank e, com inabalável lucidez, diz: “Não me surpreenderia se você a engravidasse de propósito, só para poder passar o resto da vida se escondendo atrás desse vestido de gestante”. Frank reage agressivo, mas não pode discordar.
O campo afetivo costuma ser, aliás, o terreno mais propenso a atribuição de culpas. Quando uma relação acaba, quase sempre tendemos a culpar o parceiro por seu fracasso – e pelas condições que levaram a ele. Em um de seus textos semanais na Folha de S.Paulo, o psicanalista Contardo Calligaris foi categórico: “Uma das boas razões para se casar é que, uma vez casados, podemos culpar o casal por boa parte de nossas covardias e impotências”. Para ele, a decepção consigo mesmo se torna muito menos amarga quando é transformada em acusação. “Você está me impedindo de alcançar o que eu não tenho coragem de querer”, escreveu. Isso porque um coloca na mão do outro as rédeas da própria vida, com medo de assumir o controle e fracassar. Mas ninguém (salvo exceções) se casa obrigado. Por isso, também respondemos por aquilo que conscientemente escolhemos. E, afinal, somos livres para fazer nossas escolhas – pelo menos teoricamente.
Liberdade responsável
O filósofo Renato Janine Ribeiro, aliás, questiona a relação liberdade e responsabilidade tal qual a conhecemos. Ele defende que a responsabilidade é que pressupõe a liberdade, não o contrário; temos que pressupor que somos responsáveis, para então ser livres. “Só quando sou capaz de responder pelos meus atos é que eu tenho a liberdade para fazer minhas escolhas”, afirma. Até porque nossa liberdade já é constituída de forma orientada: não escolhemos se nascemos homem ou mulher, negro ou branco, pobre ou rico. Diante da nossa realidade e da responsabilidade que ela nos impõe é que somos livres para fazer outras escolhas, tomar novas decisões.
O primeiro passo para nos tornarmos livres para definir os rumos da nossa própria vida é assumir quem somos. “Se eu negar o que eu sou, minha liberdade fica muito mais difícil. Afinal, você só consegue fazer escolhas a partir daquilo que você já é. E só é possível mudar quando assumirmos nossa condição.”
Mas esse conceito traz ainda muita confusão sobre nossa responsabilidade no mundo. “Vivemos numa sociedade na qual vigora uma tendência de ‘desresponsabilizar’ as pessoas, como ocorre na relação entre crime e miséria, por exemplo. Não se pode, nesse caso, eliminar as responsabilidades das pessoas por questões exclusivamente sociais”, diz Janine Ribeiro. Nascer na favela não justifica que alguém se torne criminoso. “Só não somos responsáveis, ao menos no plano pessoal e íntimo da culpa, por aqueles atos para os quais não se havia alternativa ou por aqueles que resultam do acaso”, afirma o filósofo. Tanto que o homem moderno se define por responder somente por aquilo que sua individualidade designou como sendo ação sua. Isso ajudou a engrossar o caldo dessa “desresponsabilização”. “Prova disso é a insistência com que algumas práticas terapêuticas recomendam a seus pacientes que só respondam por aquilo que é deles, que se individuem, recusando sofrer pelo que lhes é insidiosamente imposto; essa tentativa de definir práticas, mais até, sentimentos e personalidade em torno da responsabilidade pessoal comprova a que ponto o ser feliz tornou-se, hoje, dependente dessa construção que parece constituir o grande esforço dos tempos modernos.”
A culpa dos pais
A verdade é que muitos de nós fazemos o possível para não assumir nossas próprias culpas. Assim, despendemos energia e tempo demais procurando costas alheias para assentá-las. “A questão é que o alívio de transferir responsabilidades para os outros é ilusório”, explica a escritora e filósofa americana Marietta McCarty, autora do livro How Philosophy Can Save Your Life (“Como a filosofia pode salvar sua vida”, sem edição no Brasil). Porque basta olhar de perto com a lente da consciência os fracassos da nossa vida para enxergar ali mais das nossas marcas do que somos capazes de admitir. “Transferir nossas responsabilidades para os outros só ajuda a nos tornarmos mais impotentes perante elas, porque nos sentimos ainda mais incapazes de agir sobre nossa própria vida”, escreve ela. “Se a culpa é do outro, ela não me pertence, então não tenho nada a fazer a respeito”, pensamos. Dessa forma, acabamos nos isentando não apenas da culpa, mas da capacidade de lidar com ela.
Essa isenção sobre nossos atos começa a se formar durante a infância. Quando nascemos, nossa família começa a nos passar a noção de responsabilidade a partir de valores pessoais, sociais, culturais e aprendemos a responder a uma autoridade superior que primeiramente serão os nossos pais. Com esses valores introjetados, assumimos a responsabilidade por nossas ações e crescemos como pessoas responsáveis, capazes de desenvolver a autonomia. “Se esses valores não nos foram inculcados, por carência deles seja em nossa família, seja em nossa sociedade, passaremos a atribuir a culpa e a responsabilidade de nossos atos aos outros”, afirma a psicóloga Vera Chvatal. Então, o clichê de que “a culpa é dos pais” tem certo sentido, como prova a sabedoria dos lugares-comuns. Mas se na infância uma criança ainda não está apta a responder por todos os seus atos, ao longo da vida é certo que vamos ganhando liberdade para nos exprimirmos e fazermos aquilo que queremos através da conquista da autonomia que nos dá o poder. É preciso, como defendia Kant, sair desse estado de infância e passar a assumir responsabilidades para termos uma vida mais plena. Porque o preço da inocência é mesmo a impotência. Fechar- se no quarto pode eximi-lo das consequências do seus atos. Mas ao mesmo tempo lhe tira o prazer de sair para brincar.
Texto : Rafael Tonon
(Revista SIMPLES)
Galera, achei esse texto incrível ! Espero que gostem! E aí vamos sair para brincar????