
Espero que gostem!!!
abraço
Gostaria de agradecer aos pedidos de atualização do blog, e dizer que fico muito feliz , por que sem querer criei um espaço que agrada muitas pessoas ! Tudo isso aqui começou como uma brincadeira, juro pra vcs, nunca tive intenção de popularidade, enfim, a partir de hoje vou começar a dar uma atenção especial ao blog!!

Assim poderia ser definido o sono — e não há exagero nessa afirmação. Um de seus efeitos protetores foi revelado por um estudo apresentado no Sleep. O trabalho acompanhou 5 mil americanos durante oito anos. Os indivíduos que prezaram um bom descanso noturno tornaram- se menos vulneráveis a todo tipo de doença. “As pessoas que dormem menos de seis ou mais de nove horas correm mais risco”, conta a líder da pesquisa, Alison Laffan, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins. Quando falamos em sono, nem sempre quantidade espelha qualidade. Ficar tempo demais debaixo das cobertas pode ser o resultado de uma noite conturbada e não reparadora. “E essa condição aumenta a pressão arterial, favorecendo males cardiovasculares”, diz a cientista.
A batalha para emagrecer parece invencível? Então avalie como andam suas noites. Existem fortes indícios de que ficar em claro financie essa derrota. “A privação de sono faz cair a produção de leptina, o hormônio da saciedade”, afirma o neurologista Luciano Pinto Júnior, presidente da Associação Brasileira do Sono. Quem não apaga como deveria tende a exagerar nas refeições e ainda tem pouca disposição para se exercitar. O excesso de peso, aliás, costuma ser acompanhado pela apneia, distúrbio marcado por roncos e interrupções na respiração durante a noite. “Cerca de 50% dos obesos sofrem dessa doença, que contribui para perpetuar os quilos a mais”, diz a cardiologista Germana Linhares, da Universidade Federal do Ceará.
Há alguns anos a insônia é acusada de incentivar esse mal. Um estudo da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, encontrou uma nova prova dessa perigosa ligação: pacientes insones — que têm dificuldades para adormecer ou manter o sono — estão mais sujeitos ao diabete tipo 2. Outro trabalho realizado em solo ianque, também discutido no Sleep, concluiu que tanto dormir de mais como de menos prepara o terreno para o transtorno. Embora nem todos os mecanismos para justificar esse elo tenham sido decifrados, os especialistas creem que a privação de sono — intencional ou patológica — atrapalhe a ação da insulina, o hormônio que leva o açúcar para dentro das células. Esse seria o primeiro passo para o desenvolvimento do mal do sangue doce.
O código genético é o primeiro da fila a sofrer retaliações pelas noites maldormidas. Para calcular até que ponto as unidades do genoma se alteram devido a esse serão às avessas, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) submeteram um grupo de ratos a uma experiência. Eles impediram que os bichinhos chegassem ao estágio mais profundo do sono, a fase REM, durante quatro dias. “Ao analisar mais tarde o cérebro dos animais, notamos mudanças nas expressões de genes ligados à manutenção da atividade celular e à proteção contra radicais livres”, conta Camila Guindalini, uma das autoras. É provável ainda que tais modificações tenham ocorrido em outros cantos do corpo. Mas o que aconteceria se, depois desse suplício, os ratos pudessem repousar por 24 horas? Camila e os colegas fizeram o teste. “Apenas 62% dos genes alterados voltaram ao normal”, diz. Agora, a equipe já analisa o impacto da carência do sono REM em seres humanos. Apesar de ser possível restabelecer o DNA após um final de semana em claro, esse caminho se torna sem volta quando a privação de sono é contínua. Afinal, isso pode corroborar mutações, transformações irreversíveis nos genes que estão por trás de males degenerativos.
Esta é para você convencer seu filho a largar o computador e ir para a cama antes da meia-noite. Segundo um trabalho da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, um sono de qualidade aprimora o desempenho acadêmico. Após avaliar 56 adolescentes, os pesquisadores observaram que quem dormia pouco ou acordava muito ao longo da noite teve as notas mais baixas em disciplinas como matemática e línguas. “O repouso fragmentado é prejudicial porque impede de chegar aos estágios mais profundos do sono”, diz a biomédica Deborah Suchecki, da Unifesp. A especialista está finalizando um estudo com achados semelhantes. “Animais que aprendem uma tarefa e são privados de sono têm uma pior performance quando vão realizá-la”, conta. “Mas, se os deixamos dormir, sua atuação é tão boa quanto a dos animais que não são desprovidos de descanso.”
Há dias em que quebramos a cabeça para resolver um problema e, após horas extenuantes, não conseguimos dar cabo dele. Daí, basta uma bela adormecida para na manhã seguinte cumprir a tarefa em minutos. Ora, dormir é um remédio para a criatividade. Quem assina embaixo é a expert em sono Sara Mednick, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que acaba de mensurar esse potencial. “Descobrimos que a fase REM, aquela em que sonhamos, melhora em até 40% a habilidade de solucionar questões que exigem nosso lado criativo”, conta. “Isso porque nesse estágio ocorrem associações entre ideias que antes estavam desconexas”, explica Mednick. “Durante os sonhos, o cérebro processa os eventos do dia e se prepara para resolvê-los”, comenta Deborah Suchecki.
Todos já devem ter ouvido falar que dormir bem é fundamental para a consolidação das lembranças. Isso é fato. Mas uma pesquisa apresentada no Sleep pela Universidade Harvard, também em terra americana, atesta que ela faz toda a diferença na hora de selecionar o que é mais relevante guardar para o futuro. “À noite o cérebro reprocessa as informações e passa a armazenar a memória”, afirma a neurologista Suzana Schonwald, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. “Ele realiza uma espécie de transferência de arquivos”, compara. Esse serviço permite escolher e fixar as recordações que conservaremos para o resto da vida
A calada da noite é um momento ímpar para que as forças de defesa se organizem e estejam aptas a desarticular tumores o mais cedo possível. Quando estamos aconchegados no travesseiro, nosso corpo libera substâncias que participam direta ou indiretamente dessa missão. A melatonina, por exemplo, ativa linhas de combate contra os radicais livres que lesam o DNA. Como ela é fabricada depois que o sol se põe, é vital que não troquemos a noite pelo dia. “Estudos apontam que trabalhadoras noturnas correm mais risco de desenvolver câncer de mama”, exemplifica Rubens Reimão. Não bastasse corrigir falhas genéticas que culminam na doença, esse apagão temporário (e benéfico) do organismo retardaria sua evolução.
O casal que se ama deve cuidar da qualidade das suas noites — e não estamos falando da agitação entre os lençóis. O psicólogo Brant Hasler, da Universidade de Pittsburgh, constatou, depois de analisar 29 pares, que um sono irregular patrocina crises conjugais. “Existe um ciclo vicioso: os parceiros que vivem discutindo dormem mal, e isso, por sua vez, piora a relação no dia seguinte”, explica. “Consideramos um sono problemático quando os participantes demoravam muito para adormecer e acordavam várias vezes na madrugada”, esclarece Hasler. Para os casais que estão em pé de guerra, o especialista deixa um conselho: “Tente resolver os conflitos antes de se deitar, porque eles podem perturbar o sono, dando continuidade às brigas”.
Na verdade, todos os vasos são gratos quando a gente se desliga do plugue à noite. A retribuição a esse investimento é uma probabilidade bem menor de ser vitimado por infartos e derrames. “O déficit de sono coloca o corpo em estado de alerta, o que dispara a produção de hormônios ligados ao estresse e eleva a pressão arterial, condições favoráveis à doença cardiovascular”, explica a bioquímica Michelle Miller, da Universidade Warwick, na Inglaterra. Madrugadas turbulentas resultam numa indesejada descarga de adrenalina na circulação, algo que corrompe a elasticidade das artérias. Perigo dobrado correm os portadores de apneia do sono. “Ela já é considerada um fator de risco independente para a hipertensão”, afirma Germana Linhares. E a pressão nas alturas, como você sabe, é o estopim para ataques cardíacos e cerebrais.
Fontes de proteínas, as carnes e as leguminosas são personagens indispensáveis num cardápio bem-montado. Isso porque elas não têm associação direta com o fornecimento de energia ao corpo, como carboidratos e gorduras. Diferente desses nutrientes, estocados no tecido adiposo sob a forma de massa gorda, as proteínas são quebradas em aminoácidos e, depois, trabalham na produção de anticorpos e na formação dos músculos. Portanto, eliminá-las do cardápio significa abrir a porta para agentes infecciosos e, em letras claras, enfraquecer. "Quando há importante redução energética na dieta diária, como os propostos por algumas dietas da moda , as reservas protéicas do organismo acabam sendo desviadas de suas funções primordiais para o fornecimento de energia, como uma segunda escolha do organismo no lugar dos carboidratos , antes mesmo da gordura armazenada ser queimada para fornecer energia" , explica a nutricionista Patrícia Soares, da Vital Nutri, Assessoria e Consultoria em Nutrição e Qualidade de Vida, de São Paulo.
em sua composição nutricional. Quando comparamos 100 gramas de filé mignon grelhado com a mesma quantidade de soja cozida, por exemplo, verificamos que a carne apresenta 42,6% a mais de proteína e 20% a mais de lipídios em relação à leguminosa. Quanto ao colesterol , o suculento filé bovino representa uma desvantagem: carrega pesadas 103 miligramas, enquanto a soja, por ser um alimento de origem vegetal, é isento do nutriente.
Grãos nascidos em vagens, as leguminosas têm boa quantidade de fibras solúveis, importantes para ajudar na redução dos níveis de colesterol ruim, o LDL, e da glicemia do sangue. Também auxiliam o funcionamento do intestino. As leguminosas carregam pouca gordura e fartas doses de carboidratos complexos (amido), vitaminas do complexo B e minerais.
100g de carne cozida fornece de 80 a 90mg. Esse perfil lipídico faz com que esta carne não seja a melhor opção para pessoas com alteração nos níveis de colesterol. Em compensação, a quantidade de vitamina B12, encontrada em 100g de carne bovina, é suficiente para suprir as necessidades diárias de um adulto. Também é a mais rica em ferro, contribuindo com 20% da necessidade do mineral para o organismo e cerca de 30% (para os homens) e 50% (para a mulher) do requerimento de zinco, que possui ação antioxidante e atua na divisão celular e crescimento de tecidos.
Suína: Durante muitos anos foi, de fato, rica em gorduras e colesterol. Com a evolução tecnológica dos produtores, hoje trata-se de uma carne com teores de gordura menores em relação há 25 anos. Claro que há cortes, como o toucinho, que é lotado de gordura, quando comparada à carne bovina e, portanto, deve ser evitado.
todas as carnes é a que apresenta maior digestibilidade; o teor de ferro é similar ao da carne de frango, mas não apresenta valores tão generosos como a carne bovina. "Também possui boa quantidade de potássio, mineral importante para a contração muscular e para o equilíbrio hídrico do organismo, associado a retenção de líquido" , diz Fernanda Brunacci. Seu valor calórico é bem inferior à carne de boi, além de conter pouca quantidade de gordura. São 0,5 g para cada 100 g da carne.
Grão-de-bico: Nesta leguminosa, destacam-se a vitamina B1 e os minerais ferro, fósforo e potássio. O potássio é importante para o controle da pressão arterial, contração muscular e equilíbrio hídrico do corpo. O fósforo, assim como o cálcio, é fundamental para a saúde de ossos e dentes. "O grão-de-bico tem na sua composição uma considerável quantidade de purinas, proteínas que auxiliam a produção de ácido úrico, relacionado a doenças como gota e cálculo renal" , explica Fernanda Brunacci, da Equilibrium. Outro cuidado é evitar o grão em versão enlatada, já que geralmente apresentam grande quantidade de sódio. Em 100g de produto são encontradas: 100 calorias 16,7g de carboidratos; 8,4g de proteínas e 2,1g de lipídios.
é número um em quantidade de creatina, essencial para a construção muscular. Mais: contém ferro, zinco, niacina (vitamina B3) e vitamina B12 - nutrientes cruciais para quem quer resultados.
é o alimento com o mais alto valor biológico - uma espécie de medida da quantidade de proteína que um alimento é capaz de fornecer ao corpo. É verdade que a proteína da carne é mais eficiente para a construção muscular. Mas a gema, além da proteína, contém a vitamina B12, necessária para diminuir os níveis de gordura e ajudar na contração muscular. Ela também é a melhor fonte de colina, substância que ajuda a dissolver a gordura nas artérias.
tem aminoácidos essenciais em altas porcentagens e é decisivo no crescimento muscular, porque combina proteína e carboidrato em doses ideais. Um copo fornece 10% da nossa necessidade diária de proteína. A versão com frutas é ainda melhor, porque aumenta os níveis de insulina, uma das chaves para reduzir a perda protéica que costuma acontecer após o exercício.
é altamente protéico, com grandes quantidades de ômega-3, uma gordura que ajuda na recuperação da massa muscular.
a gordura monoinsaturada ômega-9 tem ação anticatabólica, ou seja, age contra inflamações, que provocam o desgaste e a fraqueza muscular.
são uma das maiores fontes da vitamina E alfa-tocoferol, a forma mais bem absorvida pelo corpo e um potente antioxidante, que pode ajudar a prevenir os danos provocados pelos radicais livres após o treino. E, quanto menos agressões praticadas pelos radicais livres, mais rapidamente seus músculos vão se recuperar.
1 - Além de satisfazer a vaidade, qual a importância do bronzeamento para o corpo?
3 - Os autobronzeadores oferecem algum risco à pele?
9 - Quantas vezes por semana eu posso usar essas camas de bronzeamento artificial? É preciso aplicar filtro solar? 
Em 1908 a revista humorística Careta fazia crítica à nova vaidade masculina. Chamava o homem vaidoso de “representante desse sexo que se diz barbado e vive a depilar-se agora”. Cem anos depois, este homem raspa não só a barba, mas outras partes do corpo como peito, abdômen e, quiçá, as pernas. Tudo para exibir o que os pelos escondiam: os músculos. É exatamente este modelo representado pelos anos 2000 para a estética corporal masculina.
A revista Men’s Helth [Saúde dos Homens], lançada nos Estados Unidos em 1986, é a maior representante desta nova estética máscula. Além dela, claro, as revistas gays, que usam os corpos torneados masculinos em suas páginas e capas. A Men’s Helth é veiculada em 48 países. A versão brasileira foi lançada em maio de 2006.
De lá para cá, pode-se perceber qual o local que a alma deste homem moderno deve ocupar: o corpo sarado. Todas as edições da Men’s Helth dão destaque na chamada para o abdômen. “Tchau Barriga”, já dizia a primeira edição. As demais dão destaque para os músculos, sobre emagrecimento, à boa forma, mudança de hábitos para um corpo ideal e para a perda do pneu, ou seja, mais uma vez a região da barriga. Não é à toa que os homens da capa da Men’s Helth ostentam uma barriga, ou melhor, um abdômen sarado, rasgado e cheio de gominhos.
Só muda o nome – A barriga tanquinho se tornou o novo ponto de obsessão da anatomia do homem e está impregnada em todas as culturas. Só muda o nome. Como dois exemplos, este tanquinho é chamado nos Estados Unidos de six pack [pacote com seis] e na Itália addominali a tartaruga [abdômen de tartaruga]. Mas essa barriga tanquinho, que se tornou símbolo do masculino, é metonímica. Ela é a parte pelo todo, pois se pressupõe que, se a barriga é “tanquinho”, o homem é uma Brastemp.
Também é metafórica porque revela a virilidade inflada numa correlação fálica. O pênis é o único órgão externo que se modifica por conta própria. Logo, pressupõe-se nessa representação viril na musculatura como se belos corpos são dotados de belos pênis. Uma correlação erotizada do macho. Mas como o falo causa desconforto, é preciso demonstrá-lo de forma metafórica. Mas nem sempre o pênis cresce ao ponto de satisfazer o “dono” dele.
O que não ocorre com os músculos. Estes sim, se trabalhados com toda a maquinaria das academias, podem crescer. É um processo afirmativo e superlativo de ser homem ou mais do que os outros. Também ocorre no meio gay com aqueles que cultivam os músculos inflados. Receberam a alcunha de “barbie”. Tudo isso por conta do slogan da boneca: “o que você vai querer ser quando crescer? Barbie!”. Enfim, o corpo marombado, mas a alma de boneca.
Do armário para academia – No entanto, tal modelo viril impera no meio gay, muitas vezes
estimulado por anabolizantes. No entanto, os anabolizantes incham o corpo e encobrem as dobraduras dos gominhos abdominais. É necessário murchar o corpo para que esta região possa vir à tona. O final da primeira década dos anos 2000 faz surgir uma nova espécie: a do corpo definido, rasgado, sarado. O estilo “barbie” está fadado ao démodé como prenúncio dos próximos anos. Chaga a hora de dizer “adeus, barbie”, e ver emergir uma outra estética corporal.
Mas esse culto à imagem máscula do corpo sempre existiu. No final da década de 60 aos anos 70, o modelo viril era outro. Os bigodões e os pêlos corporais ditavam tal estética, também de forma ambivalente na relação da sexualidade e satirizada na música Macho Man, do Village People. Naquela época, como agora, há um constante apelo masculino de uma nova identidade.
Ele procura um lugar que o comporte depois dos movimentos feminista e gay a partir dos anos 60. Hoje a mulher saiu da cozinha, o gay do armário, e se juntaram aos homens nas academias de musculação. Todos habitam o local da “malhação”, que tem início no final dos anos 80 e perpetua-se até hoje. É a época do corpo torneado à máquina. Alguns teóricos classificam tal comportamento como o pós-humano.
É o novo estatuto do corpo, que extrapola o orgânico através do uso da maquinaria, e que supervaloriza a matéria orgânica. É a era do materialismo, no qual o corpo é mais valorizado do que a mente. Esta é uma forma diferenciada da arquitetura do modelo do homem grego. Toda parte do corpo se voltava para a mente do homem racional proposto por Platão. Mas essa musculatura estava sempre associada ao poder, representado pelo pênis como o “algo mais” se comparado à mulher castrada.
Falocentrismo deslocado – Contudo, este pênis grego era decoroso, sublime e pequeno. E deveria ter a proporção áurea entre a cabeça (razão) e o resto do corpo. Até a concepção renascentista de David de Michelangelo adotava tal modelo. Isto é, a consciência, pois ela é a função de um organismo, não de um órgão. A consciência também não é função única do cérebro. Porém, essa consciência se deslocou e se alojou no abdômen, no centro do corpo masculino. Ficou mais próximo ao pênis e mais longe do cérebro. É um falocentrismo deslocado e circunscrito, pois Narciso acha feio o que não é “tanquinho”.
No meio disso, a indústria cultural lança o termo metrossexual para o homem moderno com estilo estético arrojado. Atitudes antes atribuídas às mulheres ou a “homens suspeitos”. O editorial da Men’s Helth da edição de março de 2008 disse: “Você, leitor, já sabe que a “Men’s Helth” é uma revista que funciona, que é para ser usada mesmo, manipulada, carregada na mochila, da casa para a academia, da banca para o café na padaria, para o parque... O problema é que nossos amigos folheiam a Men’s, mas não a lêem a fundo”. Quem seriam estes “amigos”? Os machos? E quem lê a revista são os “suspeitos”? Ou são os gays? Sabe-se lá!
O que se sabe é que há um estranhamento, por parte dos homens, na linguagem adotada pela revista, que segue o estilo da revista Nova. Como exemplo, os verbos imperativos: “Perca a barriga já!”, “Troque gorduras por músculos”, “Ganhe potência no sexo”, “Ganhe músculos na boa”, “Aumente os músculos agora!”, “Fique forte para o sexo – ganhe vigor, flexibilidade e força nos músculos que são mais exigidos na hora H. Ela vai sentir a diferença”. Funde-se e confunde-se homem e pênis numa coisa só, representado apenas pelos músculos. É como se os músculos fossem a principal ferramenta na “hora H”.
Esnobismo – A virilidade vem da fala e dos procedimentos que homens têm em relação à
mulher e do gay em relação a outro gay. O homem tem tanta autoestima que não se acanha em dar uma cantada numa bela mulher, ainda que ele seja muito feio. Se ela o esnoba, na consciência masculina, ela é uma vadia. Isso porque vai “dar” para qualquer outro e não para ele. É sempre ela a culpada. No caso feminino, a mulher toma para si a “culpa”. Será que sou feia? Tenho celulites e estrias? Estou gorda?
São neuroses que estamos acostumados a ver na revista Nova e que, supostamente, atrapalham o orgasmo. A insegurança dessa castração é representada no ponto G. Imaginário, é ele tratado como se fosse um “ponto de ônibus”, no qual a mulher embarca e chega aonde ela quiser. Já os gays sarados, com barriga tanquinho, parecem estar sempre fora de forma. Dizem que precisam malhar mais. Parecem carentes de elogios o tempo todo. Mas quando podem, desdenham a paquerada de um magrelo ou um gordinho barrigudo com “cara de nojo de nós”, ou seja, o famoso carão.
Sem contar em alguns muxoxos como quem diz “vê se te enxerga!”. Já os franzinos e os gorduchinhos idolatram esta imagem malhada como ninguém. Outros, por conseguinte, preferem fazer o pacto da cegueira mútua. Entreolham-se, mas um não vê outro. Os músculos ou a ausência deles encobrem qualquer campo de visão. Mas o que estes músculos realmente encobrem são as inseguranças do masculino diante da virilidade atribuída antes ao tamanho do pênis.
Mas os homens, sejam gays ou héteros, sempre se safaram desse “trauma” com a piadinha “melhor um pequeno brincalhão do que um grande bobão”, ou então, “tamanho não é documento”. Discurso adotado até por muitas mulheres e, quiçá, alguns gays, quando não têm algo melhor, ou maior, para o seu deleite. Então, já que piadinha alivia traumas, para os desprovidos de barriga tanquinho e os providos de uma baita pança uma pergunta: Do que adianta uma barriga tanquinho se a torneira é pequena?
Pesado hein?? e de que adianta um corpo maravilhoso, se da boca só sai merda, e na cabeça só tem vento?
vamos pensar?
forte abraço a todos e ótimo findi !